Congelamento de óvulos - A solução para mulheres com mais de 35 anos
Segundo dados do Ministério da Saúde, aumentou o número de mães com mais de 35 anos, de 1997 a 2004, em todas as regiões brasileiras. Na região Sudeste, em 1997, 105.079 mulheres foram mãe nessa faixa etária. Em 2004, este número passou para 126.334. Os dados mostram que cada vez mais as mulheres estão postergando a gravidez por motivos como carreira, sucesso profissional e viagens.
Para o Dr. Roger Abdelmassih, adiar a gravidez pode trazer conseqüências para o sonho de ter um filho. “A partir dos 35 anos, os óvulos femininos têm menor qualidade e quantidade, o que diminui as chances de gestação natural”, afirma o especialista em reprodução humana.
O decréscimo da fertilidade com o passar do tempo é um fato biológico. A diminuição das chances de engravidar ocorre em conseqüência das mudanças normais que acompanham o envelhecimento. As mulheres nascem com um número limitado de óvulos e, como não há formação de óvulos novos durante a vida, esse estoque cai progressivamente com o tempo. Nos seus primeiros anos de maturidade reprodutiva, uma mulher tem até 400 mil óvulos; aos 40 anos, o número já se reduziu a menos de 50 mil. Quando chega à menopausa, cai quase a zero. Além disso, à medida que as mulheres envelhecem, a qualidade de seus óvulos piora e eles passam a ter menor capacidade de fecundação. No caso da mulher, a idade é um fator importante para a infertilidade.
Enquanto não encontra o par perfeito ou ainda não alcançou a realização profissional, uma alternativa pode ser o congelamento de óvulos. Em teoria, óvulos saudáveis podem ser mantidos congelados por tempo indeterminado. O congelamento evita o problema do declínio da fertilidade feminina, que começa por volta dos 35 anos e se acentua a partir dos 40 – é um recurso contra o andar do relógio biológico. Na prática, o congelamento de óvulos pode viabilizar a gravidez de uma mulher à beira dos 40 com os óvulos dos 25 anos, no auge da competência reprodutiva. A esperança dos profissionais da área é que o congelamento de óvulos seja mais eficaz, do ponto de vista reprodutivo, do que o congelamento de embriões.
O congelamento de óvulos também é útil nos casos em que a mulher precisa se submeter a tratamento com quimioterapia ou outros tratamentos à base de radiação, que podem causar infertilidade. Além dos fatores relacionados ao organismo feminino, o congelamento de óvulos vem ajudar os casais que não se sentem confortáveis com o congelamento de embriões. Questões como o descarte de embriões ou seu uso em pesquisas com células-tronco são polêmicas, e nem sempre o casal se sente seguro para tomar uma decisão quanto a elas.
As técnicas de reprodução assistida têm resultado de até 55% de possibilidade de engravidar em cada tentativa de fertilização in vitro, quando a mulher tem até 35 anos. Após os 35 anos, esse índice é reduzido progressivamente. “O ideal é ter filhos na melhor idade biológica, ou seja, antes dos 30 anos”, aconselha Dr. Roger. “Entretanto, a mudança de perfil das mulheres maduras – hoje bem cuidadas e hígidas do que nossas avós – tem ajudado a mudar esse conceito. Quando conseguem engravidar, fato que já é bastante comum, são beneficiadas pela maternidade: rejuvenescem e ganham novo viço”, atesta Abdelmassih.
Consultores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih.
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