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    Gordura trans aumenta risco de infertilidade

    Quanto mais gordura trans-saturada a mulher consumir, mais susceptível ela se tornará à infertilidade relacionada à ovulação, concluiu um estudo recente na universidade de Harvard, em Boston. Ainda que por outra razão, a de evitar as comidas com gorduras processadas, Dr Chavarro e colaboradores acabaram publicando essas conclusões no Jornal Americano de Nutrição clínica.

    Para cada 2% de aumento na quantidade de calorias de gordura trans uma mulher consome, ao invés de carboidratos, ela aumenta o risco de infertilidade em 73%, mostrou o estudo. Se uma mulher substitui a forma mais saudável de gordura chamada de Omega-6 polinsaturada por gordura trans-saturada, então seu risco de infertilidade aumenta para 79%. Similarmente, para cada 2% de calorias uma mulher consome de gordura do tipo trans-saturada ao invés de gordura monoinsaturada, por exemplo, seu risco de infertilidade ficará mais que o dobro.

    O estudo observou 18.555 mulheres saudáveis que tentaram a gravidez entre 1991 e 1999. Um total de 438 mulheres teve o diagnóstico de infertilidade relacionada a problemas na ovulação.

    Esse estudo indica uma ligação significativa e aumentada mesmo com baixos níveis de gordura do tipo trans-saturada na dieta da mulher. Na média, uma mulher precisa comer apenas 4 gramas de gordura do tipo trans-saturada para aumentar em 2% seu consumo calórico diário, que em geral é de 1.800 calorias. Este limite é particularmente baixo se considerarmos que uma porção individual de frango frito contém 7 gramas de gordura. “Não é muito difícil comer 4 gramas de gordura trans-saturada por dia”, comenta o Dr. Chavarro.

    Acredita-se que essa gordura interfere na função de um receptor celular conhecido por estar envolvido com a inflamação, metabolismo da glicose e sensibilidade da insulina e agora parece ser importante, também, no processo da ovulação. Drogas que estimulam a atividade desse receptor têm mostrado um aumento nas taxas de gravidez nas pacientes que tem a síndrome dos ovários policísticos.

    Gordura trans-saturada já foi relacionada com vários outros problemas de saúde como: níveis de colesterol elevado, doença cardíaca coronariana, obesidade e diabetes. “Mesmo para aquelas pessoas que não estão tentando a gravidez, é uma idéia muito boa ficar longe desse tipo de gordura”, Alerta o Dr Chavarro. Ele recomenda que as pessoas evitem comidas com hidrogenados ou particularmente contendo óleo hidrogenado.

    Gordura trans-saturada é encontrada em óleos vegetais processados comumente usados em margarina, pizza, bolachas, biscoitos, bolos e tortas e na maioria dos assados processados. O óleo é parcialmente hidrogenado, um processo químico no qual permite sua solidificação com o objetivo de prolongar a vida dos alimentos nas prateleiras dos supermercados. Esse tipo de gordura não tem nenhum benefício nutricional e pode ser substituída. Como observou um porta-voz da Federação Inglesa de comidas e bebidas: “Não existe a necessidade de termos a gordura trans-saturada em nossas dietas para sempre”.

    Nos Estados Unidos, o FDA ( Food and Drug Administration ) agora requer uma declaração nos rótulos dos produtos empacotados que contenham mais do que 0,5 grama de gordura do tipo trans-saturada, para as pessoas poderem escolher melhor os produtos que vão consumir. No ano passado na Inglaterra, o UK's Food Standard Agency (FSA) pressionou para adotar regras similares ao FDA americano e em Janeiro de 2007, o departamento de saúde do FSA anunciou que irá discutir a proibição do uso de gordura trans-saturada.

    Por MacKenna Roberts.
    Fonte: bionews.org.uk - website


    Consultores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih.

     
     

     


     
     
     
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