Infertilidade e Internet
Estudo mostra interesse de 32,7% do universo pesquisado pela palavra Infertilidade
O advento da Internet democratizou a informação, tornando-a acessível a uma grande parcela da população mundial. Na área de saúde, a ferramenta mudou o perfil dos pacientes que, bastante receptivos e interessados, se mostram menos passivos em relação aos diagnósticos e condutas médicas. Na contrapartida, existe um excesso de informações de qualidade duvidosa, que só confunde os leitores.
Estudo realizado pela equipe da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih, coordenado pelo médico da Clínica, Sérgio dos Passos Ramos, com o objetivo de definir o perfil do usuário de Internet que pesquisa a palavra "Infertilidade", concluiu que a ferramenta é uma nova realidade em relação aos cuidados com a saúde tomados pelas pessoas e que "Infertilidade" é um assunto muito procurado, inclusive no Exterior e, além disso, os sites em língua portuguesa têm alcance mundial.
Universo pesquisado
Durante oito meses, foram analisados 2.835.288 leitores da principal página de saúde feminina do Brasil, através de um programa que informa diversas características dos leitores. Desse universo, 927.681 estavam interessados no tema "Infertilidade", o que corresponde a 32,7% do total, número curiosamente próximo à da incidência de infertilidade na população de casais. Esses leitores vieram de 52 países - a maioria do Brasil, seguido de Portugal, Japão, Estados Unidos, Moçambique e Angola –, sendo 1440 cidades – a maioria de São Paulo, seguida de Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Lisboa. A página mais procurada foi Infertilidade Masculina seguida de perto pela Infertilidade Feminina.
“O fator masculino de infertilidade é geralmente confundido, por preconceito e desinformação, com impotência ou desempenho sexual ruim. Por não saber lidar com a fragilidade e a imperfeição, o homem sofre calado e muitas vezes não quer discutir a questão nem com a companheira. A Internet pode ser uma importante ferramenta de orientação e esclarecimento sobre o tema”, afirma Dr. Roger Abdelmassih, especialista em reprodução humana.
Diante dessas conclusões, as comunidades médicas e acadêmicas precisam se mobilizar para produzir sites com informação de qualidade, para evitar que o público leigo seja bombardeado por material sem conteúdo científico.
Consultores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih.
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