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    Terapia pode ajudar casais em tratamento de reprodução

    Atacar o estresse, a ansiedade e a depressão por meio de terapia reduz a
    infertilidade feminina e masculina e auxilia casais com problemas

     

    A infertilidade tende a ter um impacto emocional na vida do casal. Ansiedade, depressão, estresse, raiva, culpa, entre outros sentimentos negativos são comuns nesse período da vida. Sem contar que ainda existe a pressão da família, dos amigos e principalmente do próprio relógio biológico – principalmente para a mulher, que a partir dos 35 anos vê a sua fertilidade decair.

    Conversar sobre tudo o que está acontecendo com o seu parceiro (a), sobre os sentimentos de cada um é o caminho para os casais que buscam ajuda nas técnicas de reprodução assistida.

    “Esconder emoções, como raiva, angústia e ressentimento, não é recomendável. Tanto a mulher quanto o homem precisam entender que cada um reage de maneira distinta diante da situação. Falar nesse momento é importantíssimo”, destaca a psicóloga Ana Maria Suassuna, da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih.

    Inúmeras pesquisas mostraram que o estresse é um dos inimigos da fertilidade. Esse mal-afamado sentimento não só provoca alterações hormonais que resultam em ovulações irregulares, como pode causar espasmos nas trompas de Falópio, aumentar o número de cistos nos ovários e ainda reduzir a produção de esperma.

    A terapia, de acordo com Roger Abdelmassih, especialista em Reprodução Humana, é essencial fisiologicamente e emocionalmente. “Além dos estragos do estresse no organismo, a relação do casal que se descobre infértil pode estar muito abalada. No momento em que o casal precisa estar mais unido, é comum ocorrer um distanciamento”, destaca o médico.

    Para a psicóloga da Clínica Abdelmassih, a mulher e o homem com problemas de infertilidade, em geral, sofrem demais. “O sentimento de culpa é inevitável muitas vezes”, reconhece.

    De acordo com Abdelmassih, no início o casal chega ao consultório assustado, triste e se culpando por tudo. “Mas é interessante ver como isso muda no decorrer do tratamento com a ajuda das sessões de terapia. A cumplicidade e a união do casal voltam a se fortalecer com o tempo. E o casamento ganha outros significados”, diz.

    Veja abaixo conselhos importantes para esses casais:

    Tente identificar seus sentimentos e os divida com pessoas mais próximas. Escrever é sempre um bom exercício para liberar a angústia.

    Não pense que todo mundo irá entender suas necessidades e pensamentos.

    Não precisa fingir ter coragem. Amigos de verdade e parentes vão entender que está enfrentando um momento de fragilidade.

    Pare para analisar suas expectativas em relação aos outros. Nem todos reagem da mesma maneira.

    Cuidado para não descontar sua raiva ou desesperança naquelas pessoas que estão ao seu redor.



    (Fonte: Livro “Guia da Fertilidade”, de Roger Abdelmassih, editora Spring)
     
     
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