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    Congelamento de óvulos será o fim de dilemas

    As técnicas de congelamento estão mais refinadas.
    A tendência é não mais congelar embriões e, assim, acabar com o
    dilema moral que envolve o procedimento.
    Quem não vai gostar são os cientistas que trabalham com
    células embrionárias humanas

    O congelamento de espermatozóides e de embriões foi relativamente fácil, e há muitos anos é bem sucedido. Mas com os óvulos não dava certo. O problema estava na hora de descongelar: sendo uma célula muito grande, a maior do corpo humano, a vasta área líquida congelada provocava alterações biológicas nos gametas, no momento do descongelamento.

    Agora, novos protocolos de congelamento têm permitido a melhoria constante dos resultados de gravidez com óvulos congelados. As estatísticas ainda não são quantitativamente significantes, mas a qualidade dos resultados obtidos é muito animadora, segundo os especialistas. De acordo com alguns trabalhos de pesquisadores da técnica de vitrificação, o índice de aproveitamento dos óvulos descongelados chega a 80% - um número muito próximo do aproveitamento obtido com o congelamento de espermatozóides e embriões.

    Quem se beneficia:

    • mulheres que serão submetidas a tratamentos que comprometerão a qualidade dos seus óvulos:

    • quimioterapia, radioterapia, ooforectomia (extração cirúrgica dos ovários);

    • doenças auto-imunes: lupus eritematoso; glomerulonefrite, doença de Behçet

    • mulheres que têm dilemas éticos, morais ou religiosos em relação ao congelamento de embriões

    • mulheres que preferem adiar a maternidade em função da carreira profissional, entre outros motivos para o adiamento

    Quem não se beneficia:

    • cientistas que pesquisam e desenvolvem linhagens de células-tronco a partir de células obtidas de embriões congelados.

    • são necessários de 60 a 220 embriões para que se possa estudar e desenvolver uma única linhagem de células-tronco.

    • o estoque de embriões congelados que poderia estar à disposição dos cientistas – aqueles rejeitados e doados pelas famílias – será insuficiente, dentro de poucos anos, caso o congelamento de óvulos venha a ser 100% bem sucedido.


    colaboradores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih
     
     
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