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    Dia da Fertilidade

    Há milhares de anos o dia 21 de dezembro era comemorado por alguns povos antigos como o dia da fertilidade, em que o Sol começaria a iluminar a Terra novamente depois de ter se retirado durante o outono e o início do inverno. Muitas virgens escolhiam essa data para perderem sua virgindade e muitas mulheres tentavam engravidar no mesmo dia do nascimento do sol.

    Com o passar dos séculos, a humanidade evoluiu, passando por diversas transformações, verdadeiros ciclos de mudança de hábitos e costumes. Um movimento considerável foi a mudança do papel das mulheres na sociedade. Freqüentaram universidades e conquistaram o mercado de trabalho, galgando posições de destaque em todas as áreas. Mas, na maioria delas o instinto materno se manteve inalterado e latente. A espera da hora certa para engravidar, porém, nem sempre coincide com o momento ideal do relógio biológico. Uma gravidez tardia pode encontrar um cenário desfavorecido por problemas como uma endometriose em estágio avançado.

    Os anos reprodutivos da mulher começam quando ela inicia seus ciclos menstruais na puberdade, por volta dos 13 anos de idade, atingindo seu ápice entre 20 e 25 anos. Após os 30 anos, os óvulos começam a envelhecer, a possibilidade de engravidar vai decrescendo e termina em torno dos 45 anos de idade, embora seja potencialmente possível para uma mulher engravidar até que seus ciclos menstruais cessem com a menopausa (por volta dos 51 anos).

    A infertilidade é resultado de problemas reprodutivos que envolvem o casal. Mas, levando-se em consideração a mudança do perfil da mulher brasileira, que a partir dos anos 90 priorizou o desenvolvimento profissional e a carreira, postergando o casamento e, principalmente, a maternidade, as clínicas de fertilização assistida assumiram um papel ainda mais importante na Medicina. Realizar o sonho de muitas mulheres de ser mãe aos 36, 40 anos.

    Estatísticas comprovam que 20% dos casais se deparam com o “fantasma” da infertilidade. Os problemas vãos dos mais simples aos mais complexos e exigem a intervenção de uma equipe de profissionais éticos e competentes que, além de ajudá-los a ter o tão desejado bebê, ofereçam suporte físico e emocional para superar esse período, às vezes mais longo do que o esperado e repleto de frustrações.

    A Reprodução Humana evoluiu o suficiente para oferecer os mais diversos tipos de tratamento, para solucionar o problema de cada casal. O diagnóstico e intervenção mais precoces são grandes aliados na solução do problema, evitando a “via crucis” por diversas clínicas e tentativas frustradas, que acabam consumindo somas consideráveis de recursos e, muitas vezes, desestruturando a relação do casal.

    Consultores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih.

     
     
     
     
     
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