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    Doenças silenciosas que podem afetar a sua fertilidade

    A incidência é muito alta: cerca de 50% da população poderá adquirir uma doença sexualmente transmissível até os 35 anos de idade. Nos Estados Unidos, as estatísticas reportam 20 milhões de casos de alguma DST a cada ano. Embora tenhamos tratamentos médicos eficazes para todas as DSTs conhecidas, muito pouco se fala dos prejuízos que elas poderão acarretar para a fertilidade.  

    Clamídia, gonorréia, herpes, sífilis, infecção por HPV estão entre as DSTs que podem afetar a sua fertilidade em aproximadamente 25% dos casos – não importa quando você tenha adquirido a doença. No Brasil, a Clamídia é a DST de maior freqüência, acima da Gonorréia, Sífilis e HPV.

    As infecções por: Herpes, HPV (Human Papiloma Vírus) Hepatite B, Sífilis, Triconomas vaginais, Phitirus Púbis e HIV não afetam diretamente a fertilidade. No entanto, as infecções avançadas e os efeitos colaterais dos tratamentos dessas DSTs podem causar problemas para uma possível gravidez.

    Por exemplo, se uma infecção por HPV progride para uma lesão cancerígena no colo do útero o tratamento pode danificar as glândulas do muco cervical levando à infertilidade - embora as alterações pré-cancerígenas de per si não tenham impacto na fertilidade.

    Geralmente, não é propriamente a DST que causa a infertilidade, mas o avanço da inflamação resultante da infecção original. As mulheres com até 24 anos estão mais suscetíveis a contrair doenças infecciosas por que o colo do útero não está totalmente maduro e, além disso, estão na idade em que o número de parceiros sexuais é maior. Os chamados casos "silenciosos" – aqueles que progridem sem ser percebidos, e sem tratamento correto, são as maiores preocupações para a fertilidade, uma vez que o dano causado pela doença não é diagnosticado e por isso avança.

    As doenças inflamatórias da pelve – DIPs – são as grandes vilãs da fertilidade. Elas decorrem de doenças sexualmente transmissíveis – como a clamídia e a gonorréia – que afetam o útero, as tubas uterinas e outros órgãos reprodutivos.

    As inflamações na pelve podem resultar ainda em aderências nas trompas, dificultando o processo de mobilidade na busca do óvulo. De acordo com o CDC, (Centers for Disease Control and Prevention) dos Estados Unidos, mais de 1 milhão de mulheres a cada ano contrai uma inflamação pélvica e 100 mil dessas mulheres tornam-se inférteis.

    A American Social Health Associated reporta que 15% das mulheres com problemas de infertilidade podem atribuir ao dano causado por uma inflamação pélvica advinda de uma DST não tratada. Quanto mais episódios ela tiver, maiores são os riscos de infertilidade.

     


    colaboradores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih
     
     
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