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    Teste mostra que o embrião "bonito" não é o melhor

    A perfeição morfológica não quer dizer nada.
    Embrião bom é aquele que tem o antígeno HLA-G, o que já é possível detectar com exame da qualidade imunológica. Os resultados estão surpreendendo as clínicas de reprodução humana e prometem uma esperada revolução.

    Implantar um único embrião e conquistar a desejada gravidez é o sonho dourado dos médicos e de casais inférteis. Um teste simples e barato está acenando que em futuro de curto prazo esse sonho vai se tornar realidade, propiciando menores custos para o tratamento e menores riscos de gravidez múltipla.

    A maior clínica do país implantou na sua rotina de tratamento o exame imunológico para detecção do fator HLA-G e seus profissionais estão impressionados com os resultados: “Caiu um tabu – nós sempre implantávamos os embriões que pareciam ser os melhores morfologicamente. Os testes estão mostrando, por várias vezes, que os mais bonitos não tinham o fator imunológico essencial para que a gravidez vingue”, explica o Dr. Roger Abdelmassih.

    A Clínica e Centro de Reprodução Humana Roger Abdelmassih faz cerca de 1.600 ciclos de fertilização in vitro por ano. Do total de nascimentos ocorridos nos últimos dois anos (3.100 ciclos), 61,4% foram de gravidez única, 28,9% gravidez de gêmeos e 8,9% de trigêmeos. "O grande desafio da medicina reprodutiva é reduzir a chance de gestações múltiplas. Esse número já diminuiu, mas ainda estamos buscando o número ideal, que é a gravidez de apenas um bebê", afirma Dr. Roger Abdelmassih.

    A solução pode estar em um tipo de antígeno que todo embrião humano produz: o HLA-G. O “G” é o xis da questão. Esse fator torna-se o passaporte para uma gravidez saudável – faz com que o corpo “saiba” que aquelas são células de um novo ser. Se o embrião não expressar o HLA-G é sinal de que ele não está apto para uma boa nidação (ato de grudar) no útero materno.

    "Em recente teste que fizemos nos embriões, o resultado nos surpreendeu. Os mais perfeitos morfologicamente não apresentavam o fator HLA-G. Optamos, então, por implantar o embrião que expressava o fator – e que não era o mais bonito. A olho nu ele nunca seria escolhido, mas foi com ele que a gravidez deu certo", explica a Dra. Soraya Abdelmassih, embriologista chefe da Clínica.

    Consultores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih.

     
     
     
     
     
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