• A clínica na mídia
  • Press releases
  • Notícias
  •  

    Imprensa » Press releases

     

    As várias faces da Endometriose

    Misteriosa, inexplicável, imprevisível. Exige tratamento cuidadoso e atenção contínua. Enfim, diria Freud, uma doença que traduz a difícil natureza feminina.

    Fatores sociais / culturais

    • Dizem que é “doença moderna”, mas foi descrita em 1921, pela primeira vez. A modernidade deve-se ao fato de que hoje as mulheres tendem a adiar a gravidez, têm menor número de gestações e mais estresse.
    • Há quatro anos aparece no Medline, maior fonte de pesquisa médica na internet, como a doença ginecológica mais pesquisada no mundo, com o maior número de trabalhos científicos publicados.
    • O mercado mundial da endometriose foi de aproximadamente 895 milhões de dólares em 2004. A taxa de crescimento anual deste mercado é estimada em 2,9%. Assim, em 2010 o mercado da endometriose chegaria a um bilhão de dólares.
    • Endometriose acomete mulheres com nível alto de escolaridade. Estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo, pela Prof. Dra. Rosa Neme, mostrou que 56% das pacientes tinham segundo grau ou nível superior completo. Pacientes de serviço público. Este dado corrobora a teoria do estresse.

    Epidemiologia

    • 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva (enquanto há menstruação: dos 12 aos 45 +/-) sofrem de endometriose;
    • 30 a 50% das mulheres que têm endometriose são inférteis;
    • 40 a 50% das mulheres que fazem tratamento para engravidar têm endometriose.
    • Especialistas concordam que cerca de 50% das adolescentes que sofrem cólicas incapacitantes têm endometriose, que acaba sendo tratada sintomaticamente com antiinflamatórios e pílula anticoncepcional, mascarando e retardando o diagnóstico.
    • Segundo estudo epidemiológico, 75% das portadoras de endometriose são mulheres brancas.

    Causas

    • Sobre as causas da endometriose, existem várias teorias, mas nenhuma é aceita como definitiva. A primeira, de Sampson, que falava da “menstruação retrógrada” – pedacinhos de endométrio provindos do refluxo menstrual – já não é aceita pela comunidade médica como única teoria, pois os tais núcleos de endometriose podem ocasionalmente ser encontrados, eventualmente, no cérebro, no pulmão e no septo nasal (haja refluxo!).
    • A doença está associada a um desequilíbrio hormonal – estrógeno demais, progesterona de menos. O estrógeno alimenta o foco de endometriose.
    • O estresse é o mais aceito entre os fatores causais da doença: uma grande porcentagem das mulheres portadoras de endometriose apresentam sintomas de estresse emocional (daí o conceito de doença moderna, pois a mulher hoje está mais exposta às variáveis do estresse). Importante lembrar que o estresse também está relacionado aos fatores imunológicos: quanto maior o estresse, menor a imunidade.
    • Fator imunológico é outro grande suspeito de culpa: mulheres que possuem focos de endometriose podem apresentar deficiências imunológicas concomitantes: fibromialgia e lúpus, por exemplo. O hipotiroidismo mais endometriose pode acometer até 40% das mulheres portadoras da doença.
    • Outra razão que sustenta a teoria do fator imunológico: as mulheres com endometriose têm células de defesa (macrófagos) não funcionantes (células do sistema imune que “comem” organismos invasores). Eles deveriam fagocitar os núcleos estranhos de endométrio.
    • Teoria do fator genético: história familiar de endometriose. A tia, a irmã, a mãe – alguma mulher da família teve ou tem a doença.

    Características e Sintomas

    • Dores: os focos de endométrio inflamam e menstruam todos os meses. As dores podem chegar ao ponto do insuportável. No entanto, tem muita endometriose que não dói. O que agrava o problema do diagnóstico tardio.
    • Sintomas sugestivos de endometriose: cólicas fortes, dores durante as relações sexuais (na profundidade), alterações urinárias (dor para urinar ou presença de sangue na urina) e alterações intestinais na época da menstruação (dor para evacuar, presença de sangue nas fezes, intestino solto);
    • De acordo com a localização dos focos de endométrio no corpo feminino, observam-se diferentes tipos de endometriose, com sintomas e prejuízos diferentes, exigindo tratamentos diferentes:
    • As do peritônio (tecido que reveste os órgãos internos): respondem melhor ao tratamento medicamentoso. Boa parte dos focos de endometriose podem ser encontrados nessa região, incluindo ovários, tubas uterinas, saco de Douglas (região atrás do útero), diagragma.
    • As de ovários: levam à formação de cistos, provocam intensa dor pélvica, respondem melhor ao tratamento cirúrgico + medicamentoso.
    • As profundas: no intestino, na bexiga (cerca 15% dos casos). Muita dor, problemas intestinais, respondem mal ao tratamento medicamentoso. Às vezes é preciso retirar um pedaço do intestino.
    • As “muito loucas”: focos de endométrio que aparecem em locais atípicos: no pulmão, no cérebro, no septo nasal. (Menos de 5% dos focos são encontrados em locais tão imprevisíveis).

    Diagnóstico e Tratamento

    • O diagnóstico da doença é feito tardiamente, em média, aos 30/32 anos. O diagnóstico é retardado e/ou mascarado por antiinflamatórios e pílula anticoncepcional, ou falta de sintomas.
    • O diagnóstico é cirúrgico. É preciso fazer biópsia da lesão suspeita. Ultra-som e dosagens sanguíneas do marcador tumoral CA125 subsidiam a decisão pela cirurgia investigatória, assim como o exame físico durante a menstruação.
    • O tratamento é cirúrgico. Os focos são retirados; o leito do foco é cauterizado. Depois é preciso complementar o tratamento com medicamentos hormonais.
    • A cada seis meses, é preciso fazer um retorno clínico com realização de exames de controle.
    • Médicos recomendam exercícios físicos e quaisquer práticas que aliviem o estresse e aumentem os níveis de endorfinas/serotonina como forma complementar do tratamento da endometriose.
    • Engravidar é um bom “remédio” para a endometriose. Os focos param de crescer, não “menstruam” e não inflamam. Depois da gravidez, a doença pode voltar e o tratamento deve ser recomeçado.
    Consultores: Dr. Roger Abdelmassih e Dr. Vicente Abdelmassih.
     
     
     
     
     
    Av. Brasil, 1085 - Jd. América - São Paulo - SP - tel.: 55 11 3018.1560 - clinica@abdelmassih.com.br