Bebê nascido de sêmen congelado é esperança para pacientes com câncer
O nascimento do bebê americano concebido por fertilização in vitro usando sêmen congelado por 22 anos, tempo recorde, confirma técnica desenvolvida há mais de 100 anos e traz esperança para pacientes com problemas de fertilidade ligados ao câncer. Conforme noticiado recentemente, passa bem a menina Stella, filha de Chris Biblis, hoje com 38 anos, que congelou seu sêmen aos 16, antes de se submeter ao tratamento de radioterapia.
Esta técnica foi primordialmente experimentada pelo fisiologista italiano Lazaro Spallanzani em 1776, que concluiu que o gameta masculino adquiria condições de ser preservado em estado de congelamento e manter-se vivo após o descongelamento.
Desde 1950 o procedimento se tornou bem sucedido e as com aplicações clínicas, mostrando que o espermatozóide pode ficar congelado, desde que, com manutenção adequada, por tempo indeterminado. “O caso acontecido nos EUA só veio ratificar ainda mais o sucesso da técnica, já bem estabelecida há muito tempo. Assim como o congelamento de embriões”, comenta dr.Vicente Abdelmassih, especialista em reprodução humana.
O médico destaca que o atual desafio é obter as mesmas taxas de sucesso com congelamento de óvulos. Procedimento que beneficiaria tanto as mulheres submetidas a tratamentos de quimio e radioterapia, bem como aquelas que pretendem adiar a gravidez, preservando assim a sua fertilidade. “Esta é a técnica mais viável atualmente e os resultados iniciais são bastante promissores”, afirma.
Preocupada com a questão, a Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih mantém parceria com o Hospital do Câncer de Barretos – para que mulheres em idade fértil, submetidas ao tratamento de câncer tenham acesso gratuito a esse novo método.
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