• 1. Preparo dos Oócitos para ICSI
  • 2. Preparo do Sêmen para ICSI
  • 3. Preparo para Microinjeção
  • 4. Verificação da Fertilização
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    2. Preparo do Sêmen para ICSI

    Informações sobre a qualidade seminal são fornecidas pelo laboratório de andrologia na realização do primeiro espermograma que antecede o ciclo de tratamento. No dia da aspiração dos oócitos o sêmen é coletado através de masturbação, na ausência de azoospermia, e imediatamente enviado ao laboratório de embriologia para a liquefação da amostra e preparo para ICSI.

    As amostras consideradas normais ( concentração > 20 x 106 / ml ; motilidade > 50% ; morfologia normal > 14% - Kruger ) ou com oligospermia moderada ( concentração de 6 a 19 x 106/ml ) são processadas da seguinte maneira:

    1. A 1,0 ml da amostra seminal é adicionado 6,0 ml do meio Sperm Rinse.

    2. Centrifugar a 1500 rpm por 10 minutos.

    3. Retirar o sobrenadante e ressuspender o "pellet" restante com 5,0 ml de meio Sperm Rinse.

    4. Centrifugar por mais 5 minutos.

    5. Retirar o sobrenadante e ressuspender o "pellet" com cerca de 1,0 ml de Sperm Rinse ( dependendo da concentração de espermatozóides ).

    As amostras com oligospermia severa ( concentração < 5 x106/ml ) são processadas da seguinte forma:

    1. Ao volume total da amostra é adicionado 5,0 ml de Sperm Rinse.

    2. Centrifugar a 1500 rpm por 10 minutos.

    3. Retirar o sobrenadante e ressuspender o "pellet" com 0,5 a 0,8 ml de meio Sperm Rinse.

    As amostras extraídas do epidídimo ( PESA - aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo ) com concentração normal de espermatozóides, recebem o mesmo tratamento que o sêmen normal proveniente do ejaculado. Se a amostra tem baixa concentração de espermatozóides, apenas uma lavagem com Sperm Rinse é realizada.

    As amostras extraídas do testículo através da TESA ( aspiração percutânea de espematozóides do testículo ) é verificada para a presença de espermatozóides, colocando o conteúdo da seringa em uma placa de Petri com gotas de Gamete 100 com cerca de 10 µl cada uma, cobrindo com óleo mineral e observando através do microscópio invertido com 200X de aumento. Se a amostra possuir raros espermatozóides, esses deverão ser retirados das gotas e transferidos diretamente para o PVP onde estarão prontos para serem injetados. As amostras extraídas do testículo através da TESE ( extração de tecido testicular por biópsia ) são processadas da seguinte forma: o tecido retirado do testículo deve ser colocado em uma placa de Petri sem centro com 2,0 ml de meio Gamete 100 e enviado ao laboratório de ICSI, para a dissecção com lâminas de vidro. A amostra é verificada para a presença de espermatozóides logo após a dissecção. Se há espermatozóides, o conteúdo da placa é colocado em um tubo cônico e incubado até o momento da injeção. Então o tecido é desprezado e o sobrenadante é centrifugado a 3000 rpm por 5 minutos. Após a centrifugação o sobrenadante é retirado e o "pellet" ressuspendido com 0,5 ml de Sperm Rinse. Todas amostras após a capacitação deverão ser colocadas na incubadora até a hora da injeção a 37°C com 5% de CO2.

     
     
     
     
     
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